Na nossa trajetória técnica no segmento de aços, permitiu observar que o aproveitamento do metalon em projetos de construção e serralheria pode impulsionar a qualidade e até acelerar cronogramas.
Contudo, frequentamos canteiros, visitamos oficinas e, ao conversar com profissionais, notamos recorrências de erros que prejudicam a estrutura, elevam custos e atrasam prazos.
Identificar e corrigir esses equívocos é fundamental para assegurar durabilidade, segurança e boa apresentação estética nas obras. Neste artigo, abordamos de maneira detalhada os dez pontos mais delicados quando o assunto é usar tubo estrutural, um dos grandes aliados na construção civil.
No caminho, vamos compartilhar não só os acertos técnicos que aprendemos, mas orientar, com base na prática, como evitar problemas que levam a retrabalho ou desperdício. Evite prejuízos entendendo onde a maioria erra.
Seja você serralheiro, construtor ou comprador, garanta o melhor rendimento no seu projeto com aço. Vamos conhecer e corrigir os erros mais comuns?
Um dos problemas mais recorrentes está na seleção da espessura inadequada para o perfil tubular. Muitas vezes, por economia aparente ou pela pressa, escolhem-se tubos mais finos do que o recomendado para o tipo de carga ou vão previsto. Isso pode comprometer seriamente a segurança estrutural, levando a deformações ou até rupturas.
A espessura do tubo influencia diretamente sua capacidade de suportar peso, forças de tração, compressão e flexão. Por isso, o dimensionamento deve considerar o cálculo estrutural prévio, incluindo as particularidades de cada uso: portões, grades, mezaninos, coberturas ou mesmo mobiliário metálico, por exemplo.
Sugerimos sempre consultar fichas técnicas dos fabricantes, além de se informar sobre as variações de metalons e suas aplicações reais. Isso evita substituições futuras ou acidentes.
É comum encontrarmos projetos executados no “olhômetro”, muitas vezes agravado pelo excesso de confiança ou pressa. Subestimar a importância do cálculo estrutural pode aumentar riscos tanto para as pessoas quanto para o investimento feito. Alguns problemas diretos incluem:
A nossa recomendação é contar com profissionais que compreendam não apenas as normas técnicas, mas também a física das estruturas. O cálculo deve levar em conta o tipo de uso, o ambiente, carga distribuída, concentrada, além de ventos e intempéries em áreas externas. Não basta parecer resistente. É preciso garantir segurança até o fim da vida útil do projeto.
Soldar perfis é uma etapa que exige conhecimento sobre preparação, processos e controle de qualidade. A solda mal executada pode ser apontada por fissuras, pontos fracos, falta de penetração e até enfraquecimento por elevada concentração térmica.
Erros comuns neste processo incluem:
Ao trabalhar com o tubo estrutural para serralheria, a escolha correta do eletrodo, corrente, velocidade e técnica de soldagem evita retrabalho e futuras intervenções para reforço.
O aço, mesmo com todas suas vantagens de resistência mecânica, não é imune ao ambiente. Em regiões litorâneas ou tropicais, como as atendidas pelo Grupo Aço Cearense, a corrosão é fator de atenção.
Um erro frequente é negligenciar ou aplicar de modo insuficiente a proteção contra ferrugem. Algumas causas comuns para esse erro são:
O tratamento anticorrosivo correto prolonga décadas à vida útil do tubo, mantém a estética e evita custos recorrentes com manutenção corretiva.
Por vezes, a pressa em adiantar etapas resulta em cortes tortos, rebarbas, encaixes desalinhados ou perdas de material.
Utilizar ferramentas inadequadas, discos gastos ou não calibrar corretamente as máquinas são erros que se acumulam ao longo do processo e aumentam o desperdício. Conheça alguns problemas causados por cortes imprecisos:
A dica é utilizar sempre gabaritos, medir duas vezes e cortar uma vez só. Ferramentas afiadas, discos adequados e treinamento constante da equipe evitam perdas financeiras e retrabalho.
Frequentemente, encontramos projetos onde se utiliza o tipo de tubo quadrado ou retangular apenas por preço, sem analisar se é o mais adequado para a finalidade. Há perfis direcionados para fechamentos, portões, coberturas, estruturas de apoio, mezaninos, etc.
A composição, o acabamento superficial e mesmo as tolerâncias dimensionais variam amplamente. As consequências são:
Analise as especificidades de cada obra, o ambiente de exposição e o tipo de carga para então escolher o tubo metálico mais indicado.
Já nos deparamos, em visitas a obras e galpões, com perfis estocados ao relento, encostados diretamente no chão, expostos à umidade e acúmulo de sujeira.
Isso gera oxidação, empenamento e, em casos mais graves, perda quase total do material. Armazenar o tubo de aço requer atenção a pontos essenciais:
O correto armazenamento protege seu investimento e evita surpresas desagradáveis ao iniciar a montagem.
O aço dilata e contrai com variações de temperatura, especialmente em regiões com sol intenso, como Ceará, Pará e Tocantins, polos de atuação do Grupo Aço Cearense. Ignorar esse fenômeno resulta em estruturas que rangem, soltam soldas, causam fissuras na alvenaria e desalinhamentos após pouco tempo. Conheça alguns erros comuns:
O projeto deve prever essas variações, principalmente em fechamentos, passarelas e áreas expostas, a fim de garantir a integridade e absorver as movimentações naturais do material. A estrutura precisa se movimentar livremente para durar mais e manter a segurança.
No calor do canteiro ou em pequenos serviços, às vezes se negligencia a consulta às normas ou recomendações técnicas do fabricante. Isso pode acentuar riscos estruturais, reduzir a garantia de desempenho e até inviabilizar certificações quando se exige rastreabilidade de materiais. Entre os problemas, estão:
Normas como ABNT NBR específicas para construção metálica trazem parâmetros mínimos de segurança e qualidade. Segui-las é, acima de tudo, zelar pelo resultado final.
Muitas vezes, iniciam-se os pedidos e cortes sem conferência do projeto, levando a danos e sobras desnecessárias. O aproveitamento inadequado do comprimento dos tubos, erros de cálculo de quantidade ou até mesmo perdas com retrabalho encarecem grandemente a obra. Erros recorrentes envolvem:
Como prática sugerida por nosso time técnico:
Planejar é economizar tempo, dinheiro e garantir satisfação desde a compra até a finalização do projeto.
Durante anos, lidando com aço e tubos metálicos, percebemos que a diferença entre um projeto bem-sucedido e outro repleto de complicações não está apenas no material em si, mas, principalmente, em como ele é entendido, manipulado e aplicado.
Conhecer os erros comuns na aplicação do metalon é o primeiro grande passo para evitar retrabalhos e conquistar resultados de alta qualidade.
Quando escolhemos o fornecedor certo, respeitamos as normas e usamos procedimentos corretos, minimizamos surpresas negativas e potencializamos a vida útil das estruturas. Não se trata só de cumprir prazos, mas de investir em segurança, resistência e bom acabamento, tudo o que valorizamos em cada entrega.
Esse artigo sobre uso de metalon na serralheria e construção foi útil? Aproveite para seguir o Grupo Aço Cearense nas redes sociais — Instagram, Facebook, Linkedin e Youtube — e fique por dentro de conteúdos e dicas sobre o mercado!
Para evitar falhas na soldagem de tubos metálicos, siga sempre estes cuidados: prepare corretamente as superfícies, remova resíduos e óleos, ajuste o equipamento conforme a espessura do material e escolha eletrodos compatíveis. Além disso, realize soldas controladas, sem excesso de calor, e confira se houve boa penetração, principalmente em tubos mais grossos.
O perfil mais indicado para estruturas é aquele dimensionado conforme cálculo estrutural, levando em conta carga, vão e condições ambientais. Em geral, recomenda-se o uso de tubos com espessura superior a 2 mm para suportar pesos e esforços mecânicos, porém a escolha ideal dependerá da função (viga, pilar, travessa, etc.) e do tipo de ambiente (interno ou externo).
O aço pode sim enferrujar se não receber o tratamento anticorrosivo adequado, especialmente em regiões úmidas ou salinas. Para evitar oxidação precoce, aplique tinta apropriada, primer ou opte pelo galvanizado, além de armazenar os tubos sempre em locais secos e cobertos.
O cálculo parte da análise detalhada do projeto, quantidade de módulos, comprimento total dos vãos e perdas estimadas com cortes e encaixes. Faça o levantamento exato de todas as peças a serem fabricadas, desenhe a sequência de cortes e adicione uma margem mínima de segurança.
Armazene os tubos em local seco, arejado e protegido da umidade, elevando-os com ripas ou pallets para evitar contato direto com o solo. Mantenha-os cobertos para impedir exposição ao sol e à chuva e organize os lotes para facilitar rotatividade e controle de estoque.