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10 common mistakes when using metal tubing in metalwork and construction.

10 erros comuns ao usar metalon na serralheria e construção

Na nossa trajetória técnica no segmento de aços, permitiu observar que o aproveitamento do metalon em projetos de construção e serralheria pode impulsionar a qualidade e até acelerar cronogramas. 

Contudo, frequentamos canteiros, visitamos oficinas e, ao conversar com profissionais, notamos recorrências de erros que prejudicam a estrutura, elevam custos e atrasam prazos. 

Identificar e corrigir esses equívocos é fundamental para assegurar durabilidade, segurança e boa apresentação estética nas obras. Neste artigo, abordamos de maneira detalhada os dez pontos mais delicados quando o assunto é usar tubo estrutural, um dos grandes aliados na civil construction

No caminho, vamos compartilhar não só os acertos técnicos que aprendemos, mas orientar, com base na prática, como evitar problemas que levam a retrabalho ou desperdício. Evite prejuízos entendendo onde a maioria erra.

Seja você serralheiro, construtor ou comprador, garanta o melhor rendimento no seu projeto com aço. Vamos conhecer e corrigir os erros mais comuns?

1. Escolha incorreta da espessura do perfil

Um dos problemas mais recorrentes está na seleção da espessura inadequada para o perfil tubular. Muitas vezes, por economia aparente ou pela pressa, escolhem-se tubos mais finos do que o recomendado para o tipo de carga ou vão previsto. Isso pode comprometer seriamente a segurança estrutural, levando a deformações ou até rupturas.

A espessura do tubo influencia diretamente sua capacidade de suportar peso, forças de tração, compressão e flexão. Por isso, o dimensionamento deve considerar o cálculo estrutural prévio, incluindo as particularidades de cada uso: portões, grades, mezaninos, coberturas ou mesmo mobiliário metálico, por exemplo.

  • Tubos finos podem ser adequados para estruturas leves ou fechamentos decorativos;
  • Para vãos, pilares, vigas e elementos que compõem a estrutura principal, sempre utilize tubos com parede mais espessa.

Sugerimos sempre consultar fichas técnicas dos fabricantes, além de se informar sobre as variações de metalons e suas aplicações reais. Isso evita substituições futuras ou acidentes.

2. Falta de cálculo estrutural adequado

É comum encontrarmos projetos executados no “olhômetro”, muitas vezes agravado pelo excesso de confiança ou pressa. Subestimar a importância do cálculo estrutural pode aumentar riscos tanto para as pessoas quanto para o investimento feito. Alguns problemas diretos incluem:

  • Deformações (em balanças, travessas, pilares);
  • Rachaduras em pontos de apoio;
  • Colapso parcial ou total da estrutura em situações de carga fora do previsto.

A nossa recomendação é contar com profissionais que compreendam não apenas as normas técnicas, mas também a física das estruturas. O cálculo deve levar em conta o tipo de uso, o ambiente, carga distribuída, concentrada, além de ventos e intempéries em áreas externas. Não basta parecer resistente. É preciso garantir segurança até o fim da vida útil do projeto.

3. Aplicação de soldagem inadequada

Soldar perfis é uma etapa que exige conhecimento sobre preparação, processos e controle de qualidade. A solda mal executada pode ser apontada por fissuras, pontos fracos, falta de penetração e até enfraquecimento por elevada concentração térmica.

Erros comuns neste processo incluem:

  • Espessura da parede incompatível com o processo de soldagem;
  • Ausência de chanfro quando necessário em perfis mais grossos;
  • Falta de penetração, resultando em soldas frias e frágeis;
  • Excesso de calor provoca empenamento ou afina ainda mais a parede do tubo;
  • Não remover resíduos (óleos, tintas, ferrugem) antes de soldar.

Ao trabalhar com o tubo estrutural para serralheria, a escolha correta do eletrodo, corrente, velocidade e técnica de soldagem evita retrabalho e futuras intervenções para reforço.

4. Falha no tratamento anticorrosivo

O aço, mesmo com todas suas vantagens de resistência mecânica, não é imune ao ambiente. Em regiões litorâneas ou tropicais, como as atendidas pelo Grupo Aço Cearense, a corrosão é fator de atenção. 

Um erro frequente é negligenciar ou aplicar de modo insuficiente a proteção contra ferrugem. Algumas causas comuns para esse erro são:

  • Deixar tubos expostos à chuva e sol antes da pintura ou galvanização;
  • Selecionar tintas inadequadas para o tipo de ambiente (interno ou externo);
  • Não remover resíduos de solda, poeira ou óleos antes do tratamento superficial;
  • Economizar em primer, ou não aplicar a quantidade recomendada de demãos.

O tratamento anticorrosivo correto prolonga décadas à vida útil do tubo, mantém a estética e evita custos recorrentes com manutenção corretiva.

5. Cortes mal executados e falta de precisão

Por vezes, a pressa em adiantar etapas resulta em cortes tortos, rebarbas, encaixes desalinhados ou perdas de material. 

Utilizar ferramentas inadequadas, discos gastos ou não calibrar corretamente as máquinas são erros que se acumulam ao longo do processo e aumentam o desperdício. Conheça alguns problemas causados por cortes imprecisos:

  • Mau encaixe nas uniões e soldas, gerando tensões extras;
  • Acúmulo de folgas e sobreposição, prejudicando a aparência e o desempenho da peça;
  • Necessidade de retrabalhos frequentes, passando do orçamento inicial.

A dica é utilizar sempre gabaritos, medir duas vezes e cortar uma vez só. Ferramentas afiadas, discos adequados e treinamento constante da equipe evitam perdas financeiras e retrabalho.

6. Escolha do material sem considerar a aplicação

Frequentemente, encontramos projetos onde se utiliza o tipo de tubo quadrado ou retangular apenas por preço, sem analisar se é o mais adequado para a finalidade. Há perfis direcionados para fechamentos, portões, coberturas, estruturas de apoio, mezaninos, etc.

A composição, o acabamento superficial e mesmo as tolerâncias dimensionais variam amplamente. As consequências são:

  • Redução da vida útil;
  • Maior propensão ao empenamento ou ao trincamento;
  • Aparência comprometida e possível insatisfação do cliente final.

Analise as especificidades de cada obra, o ambiente de exposição e o tipo de carga para então escolher o tubo metálico mais indicado.

7. Armazenamento inadequado dos tubos

Já nos deparamos, em visitas a obras e galpões, com perfis estocados ao relento, encostados diretamente no chão, expostos à umidade e acúmulo de sujeira. 

Isso gera oxidação, empenamento e, em casos mais graves, perda quase total do material. Armazenar o tubo de aço requer atenção a pontos essenciais:

  • Ambiente seco, ventilado e afastado do solo;
  • Cobertura contra chuva e sol direto;
  • Pilhas organizadas, evitando contato direto entre tubos galvanizados e comuns;
  • Rotação dos lotes, garantindo que os resíduos antigos não permaneçam mais tempo do que o necessário.

O correto armazenamento protege seu investimento e evita surpresas desagradáveis ao iniciar a montagem.

8. Desconsiderar dilatação térmica e movimentação

O aço dilata e contrai com variações de temperatura, especialmente em regiões com sol intenso, como Ceará, Pará e Tocantins, polos de atuação do Grupo Aço Cearense. Ignorar esse fenômeno resulta em estruturas que rangem, soltam soldas, causam fissuras na alvenaria e desalinhamentos após pouco tempo. Conheça alguns erros comuns:

  • Não deixar folga para movimentação térmica;
  • Fixações rígidas demais em pontos de encontro;
  • Ignorar juntas de dilatação em vãos maiores.

O projeto deve prever essas variações, principalmente em fechamentos, passarelas e áreas expostas, a fim de garantir a integridade e absorver as movimentações naturais do material. A estrutura precisa se movimentar livremente para durar mais e manter a segurança.

9. Ignorar normas técnicas e recomendações dos fabricantes

No calor do canteiro ou em pequenos serviços, às vezes se negligencia a consulta às normas ou recomendações técnicas do fabricante. Isso pode acentuar riscos estruturais, reduzir a garantia de desempenho e até inviabilizar certificações quando se exige rastreabilidade de materiais. Entre os problemas, estão:

  • Uso de perfis fora das tolerâncias dimensionais;
  • Combinação inadequada de acessórios e complementos;
  • Soldagens, cortes ou acabamentos fora do padrão exigido.

Normas como ABNT NBR específicas para construção metálica trazem parâmetros mínimos de segurança e qualidade. Segui-las é, acima de tudo, zelar pelo resultado final.

10. Desperdício de material por falta de planejamento

Muitas vezes, iniciam-se os pedidos e cortes sem conferência do projeto, levando a danos e sobras desnecessárias. O aproveitamento inadequado do comprimento dos tubos, erros de cálculo de quantidade ou até mesmo perdas com retrabalho encarecem grandemente a obra. Erros recorrentes envolvem:

  • Calcular mal as medidas dos módulos;
  • Esquecer de prever sobras mínimas ou perdas naturais no corte e solda;
  • Ignorar a sequência lógica de montagem, o que pode exigir desmontagem e nova execução.

Como prática sugerida por nosso time técnico:

  • Checklist diário de corte e montagem antes de iniciar os trabalhos;
  • Treinamento dos colaboradores sobre leitura de projetos;
  • Adoção de planejamento modular, pensando no melhor aproveitamento dos componentes, reduzindo perdas e retrabalhos.

Planejar é economizar tempo, dinheiro e garantir satisfação desde a compra até a finalização do projeto.

Aplicar conhecimento, evitar perdas e construir com confiança

Durante anos, lidando com aço e tubos metálicos, percebemos que a diferença entre um projeto bem-sucedido e outro repleto de complicações não está apenas no material em si, mas, principalmente, em como ele é entendido, manipulado e aplicado.

Conhecer os erros comuns na aplicação do metalon é o primeiro grande passo para evitar retrabalhos e conquistar resultados de alta qualidade.

Quando escolhemos o fornecedor certo, respeitamos as normas e usamos procedimentos corretos, minimizamos surpresas negativas e potencializamos a vida útil das estruturas. Não se trata só de cumprir prazos, mas de investir em segurança, resistência e bom acabamento, tudo o que valorizamos em cada entrega.

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Perguntas frequentes sobre erros comuns ao usar metalon na serralheria e construção

Como evitar erros na soldagem de metalon?

Para evitar falhas na soldagem de tubos metálicos, siga sempre estes cuidados: prepare corretamente as superfícies, remova resíduos e óleos, ajuste o equipamento conforme a espessura do material e escolha eletrodos compatíveis. Além disso, realize soldas controladas, sem excesso de calor, e confira se houve boa penetração, principalmente em tubos mais grossos. 

Qual o melhor metalon para estruturas?

O perfil mais indicado para estruturas é aquele dimensionado conforme cálculo estrutural, levando em conta carga, vão e condições ambientais. Em geral, recomenda-se o uso de tubos com espessura superior a 2 mm para suportar pesos e esforços mecânicos, porém a escolha ideal dependerá da função (viga, pilar, travessa, etc.) e do tipo de ambiente (interno ou externo). 

Metalon enferruja com facilidade?

O aço pode sim enferrujar se não receber o tratamento anticorrosivo adequado, especialmente em regiões úmidas ou salinas. Para evitar oxidação precoce, aplique tinta apropriada, primer ou opte pelo galvanizado, além de armazenar os tubos sempre em locais secos e cobertos. 

Como calcular a quantidade de metalon?

O cálculo parte da análise detalhada do projeto, quantidade de módulos, comprimento total dos vãos e perdas estimadas com cortes e encaixes. Faça o levantamento exato de todas as peças a serem fabricadas, desenhe a sequência de cortes e adicione uma margem mínima de segurança. 

Quais cuidados ao armazenar metalon?

Armazene os tubos em local seco, arejado e protegido da umidade, elevando-os com ripas ou pallets para evitar contato direto com o solo. Mantenha-os cobertos para impedir exposição ao sol e à chuva e organize os lotes para facilitar rotatividade e controle de estoque.

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